Fino, culto, romântico, afável, jovial,
loquaz,
fantasista e fantasioso, excêntrico, marginal, sociável, autodidacta,
pinta, pinta tudo ou quase, de acordo com os períodos.
Insólitos, realistas, os seus quadros vão do pretos e branco
intemporal (1986-1992), aos apoios em madeira (1991-1994), passando
pela recuperação (1990-1995), aos "retratos?espelho" (1997-1998), para
visitar o mundo animal (1997).
Uma necessidade inata de actividade e uma curiosidade profunda
fazem-no tocar todas ou quase todas as teclas: a escrita, a canção, o
espectáculo (Palácio de Belas Artes, Garagem, Última Sessão) e por
último, a pintura, onde aborda todos os estilas e temas (Toison d'Or).
Gosta apaixonadamente da vida, da liberdade, da independência,
da fantasia mas com delicadeza e preciosidade. Prolixo, generoso e
grandioso.
Anne Breckpot, Março 1998